quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Podas e suas consequências

Jornal do Comércio - Podas e suas consequências ARTIGO Notícia da edição impressa de 03/10/2013 Podas e suas consequências Quem um dia precisou fazer uma poda de natureza estética ou por segurança de uma árvore já quase caindo, dentro ou fora de sua propriedade em Porto Alegre, deparou­-se com a completa inoperância do órgão responsável, no caso, a Smam. O mais curioso é que, depois da fatalidade ocorrida no Parque Farroupilha, por onde circulam muitas pessoas, inclusive mães com criança de colo, que vitimou três pessoas, uma morreu e outras duas estão feridas, vimos que não é só inoperância deliberada, descaso, mas também a completa falta de compromisso com a atividade ­fim da secretaria em questão. A vistoria das árvores feita anteriormente foi “visual”, ou seja, o corpo técnico qualificado faz vistorias visuais ­ uma olhada superficial e pronto. Alegaram ainda não ter à disposição da secretaria equipamentos de ultrassom ou coisa que o valha para avaliar as árvores (que são milhares na Capital, se não a mais arborizada, a segunda ou terceira). Sem contar que a árvore em questão é um eucalipto e não é nativa dos pagos rio­grandenses. Nesses dias de poucos recursos à disposição do poder público, a Smam querer um equipamento de ultrassom, certamente sofisticadíssimo, para diagnosticar se as árvores estão podres ou não, se podem cair em cima das pessoas nos parques, nas calçadas e em toda parte? Depois não sabem por que as pessoas estão sem paciência com o poder público. Francamente, estamos nos dando conta de que não há ninguém trabalhando, só cumprindo o horário. Já não bastam todas as denúncias de corrupção de toda ordem nos órgãos do meio ambiente e agora vamos adquirir um ultra mega super aparelho de raio X que detecta a degeneração molecular das árvores. Itamar Leonardo Alves Acadêmico de processos gerenciais

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